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Equanimidade

Hoje venho falar de Equanimidade. Esta arte tão peculiar que pode permitir-nos viver num certo equilíbrio entre "dois mundos". O do sofrimento e da alegria. Na filosofia vedanta é denominada como Titiksha. Chamo-lhe arte porque requer na verdade um aprimorar de uma matéria bruta que são as nossas emoções, e nos dias de hoje com toda uma componente macro que influencia invariavelmente o nosso microcosmos-ser, há que ter um "jogo de cintura" bem inteligível ao nível emocional. Já não bastam apenas as nossas façanhas internas e os nossos desafios quotidianos. É preciso apercebermo-nos da inteireza de todo o cenário e parar. Parar para escutar e sentir. E onde quer que haja sofrimento ou alegria, saber avançar neste mundo dual, com resiliência no melhor destes "dois mundos". A importância de saber dar freio e não exacerbar as emoções, buscando um entendimento interno, é fundamental para observar o quê que nos é pedido nos momentos de maior desconforto, ou nos momentos de maior regozijo.

Creio, digo eu, que a base primordial de ambos estes "dois mundos" seja manter a paz, tendo como observância maior que nada é permanente na vida e que o extrato que se retém é como soubemos lidar com as situações.

Quem de nós não tem desafios? Quem de nós não busca por uma realização?

Na maior medida que me disponho a trazer clareza sobre o que realmente aspiro, na maior medida saberei estar e ser equânime nos vários eventos que a vida me trouxer. É este o mistério da vida, e quanto mais amiúde me disponho a confiar, mais "saio" fortalecida por uma paz que rege todas estas curvas da vida. Pode ser uma montanha-russa, mas vista pela sua intensidade e profundidade, não saberia viver de outro modo senão neste. Com a certeza que em cada curva me realizo, quer nos momentos bons quer nos menos bons.


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